Divida et Impera, A Distopia do Tecnofascismo Digital
Li um artigo do Prof. Silvio Meira, A estética da destruição: de Marinetti aos Tech Bros, que traça um paralelo entre o futurismo de Marinetti (com sua glorificação da máquina, da guerra e da destruição da velha ordem) e os manifestos atuais dos Tech Bros do Vale do Silício. Meira diagnostica o que vivemos hoje não como capitalismo de livre mercado, mas como tecnofeudalismo: as plataformas deixaram de ser mercados para se tornarem feudos digitais, e nós, usuários e cidadãos, fomos reduzidos a servos da gleba na nuvem. A conclusão do artigo é ainda mais dura: estamos assistindo à ascensão do tecnofascismo, asséptico, algorítmico e imune ao voto.
O texto me provocou algumas reflexões.